sábado, 28 de março de 2009


-E como o azul virou cinza?
Um pincel de avião sujou o céu.
Mancha de dor,
Mancha de sangue que o tempo guardou
Mancha de dor...
-Afinal, qual o tamanho do tamanho dela?
Talvez, muito talvez, nem os passarinhos desconfiem...



(feito por Laelia Carvalhedo e Diego Barlo)

segunda-feira, 2 de março de 2009

Versinho do Pierrot


Dorzinha
De ferida de joelho ralado
Dedo na porta, unha encravada
De dor de papel cortando
De beliscão na bunda
De desconto de pecado
De fome mal-matada
De nó cego, no peito:
-laçonamãodequem?
Quem dera a Tristeza, de alegoria,
Dorzinha de ferida cravada no peito,
Sarasse com remedio santo e preparados de Avó...
Quem dera.
Hoje eu quero é dormir fazendo poesia.

-Mas faz cosquinha amanhã?

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009

Um Cara Legal.

"És o agrado. Que só passa.
Palavras sinestésicas de jovialidade, de felicidade.
Se sorri, sempre convem,
aos olhares dos outros,
a simpatia de alguem que tem brilho nos olhos.
O sorrir parece estar em todo lugar.
Carrega no peito, o que todo mundo quer levar...
O agradoso sentimento que vem, vem vem vem e faz querer ficar"

Palavras do Diego amigo da Laelia pra Laelia, amiga do Diego.

(se bem que essas palavras poderiam ser só pra ele)


Obrigada, Barlo querido, obrigada por tudo!

-detalhes sobre Diego, clique no título da postagem

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009

Uma Janela.



"É o pequeno espaço entre a ópera de grilos á noite,
E a música do passarinhos quando o Sol nasce..."
-Shhh! Fala baixinho, senão minh'alma acorda!
Permanece quieto;
Põe tuas mãos no rosto,
E te provo como sei fazer estrelas em teus olhos.

segunda-feira, 26 de janeiro de 2009

Vinho.


A divina bênção dos deuses
O grande pecado da carne:
Cálice de vinho
Desliza
Em teus dedos de bolero:
-pureza, cristalina e tentadora...

Cala-te.
E derrama teu vinho em mim!

Ah, divina bênção da carne

O grande pecado dos deuses...

Amém.

segunda-feira, 19 de janeiro de 2009

Do Outro Lado do Muro...



-Acabamundo?
Fundo desnudo
Olhos mudos de quem não vê;
A Lua, Impaciente
Recolhe-se em bocejos e sermões
Rumo ao outro lado do muro:
-Acabamundo.

terça-feira, 23 de dezembro de 2008

Gran Finale.


As cortinas se abrem.
Eis o diálogo, eis o improviso;
Qual o tamanho do talento da Vida?
Eis o choro, eis o sorriso,
Eis a música...
O tango de um ônibus em movimento,
O ballet da vendedora de beijú,
A salsa no tempero da Dona
A valsa nas pernas das cortesãs
A batida do coração do moleque...
Eis que as cortinas se fecham.
As luzes se apagam, os murmúrios cessam
E a artista se vai, bela, etérea
Deixando em seus passos pedaços de sonhos distantes...
Eis que a vida, bela atriz
Troca as vestes e se mistura com a multidão.