quarta-feira, 13 de julho de 2011

Denúncia

TEM UM POETA ATACANDO MINHA GELADEIRA!

O Homem com Tinta Guache

Moço de faces pintadas
Vermelho no nariz-bola
Não bastava ares de graça de palhaço
Ainda anda em pernas-de-pau...
-Como é a vista daí de cima?

Porque Vida a ser posta em cores
É saga de Palhaço
Que anda na rua
Catando cada sorriso perdido no asfalto:

Atrás dos vidros dos carros

Aos pés dos transeuntes

Nos pneus das bicicletas...

(Em teu bolso cabe tanta Alegria, Palhaço?)

Será quantas destas ruas
Quantos tantos destes carros
Correm pra dentro das tuas veias?

Será que Coração-Asfalto?

Há que se colorir...
E outros tantos pintados Palhaços
Costuram a vida da gente em seus monociclos
-Arte de coser colcha de retalhos coloridos.
E riem-se!

quarta-feira, 6 de julho de 2011

Luto.

Vovô, hoje de madrugada, resolveu dormir pra sempre. Velhinho dorminhoco.

Ele se foi e acabou levando com ele um pouco da netinha maluquinha que sempre aparecia com alguma idéia de jerico, querendo discutir e socializar, afinal não é todo mundo que é fá de idéias de jerico. Talvez, se um dia a netinha quisesse fazer uma plantação de morangos, comprar um barco, construir uma escadinha de palitos de fósforo até a Lua, ou até mesmo virar Dentista, ele estava lá, pronto a me dar todo o apoio de avô que eu poderia receber.

É, Vozinho. Nem todas as idéias de jerico foram pra frente, infelizmente (ou não). Mas ainda tenho várias em desenvolvimento e outras por surgir, e tenho certeza de que Você, aonde estiver, vai me dar aquele apoio de sempre, rir com aqueles olhinhos de longas datas e dizer o velho ‘Eeeita, Lelinha!’.

Hoje, estou de Luto. E não é clichê dizer que este também foi um verbo Seu, por toda a Vida. O Senhor deixou a gente, e agora devemos fazer ainda mais jus a esse verbo. Eu Luto, Vozinho. E enquanto eu puder, vou continuar lutando, pra o Senhor sempre ter orgulho de sua Netinha. Seja em qual projeto maluco for. E eu vou te amar pra sempre. E agradecer por tudo.

Não esquece de olhar a gente aí de cima.

domingo, 19 de junho de 2011

O BLOCO DA RIMA

(Poesia de Aniversário de Márcia Fernanda - @nanda_bazinga)


Poeta sempre foi um bicho malino.
Bicho doido, maluco
Dono de brincar com letra!
Monta tudo, depois desmonta
Nem dá tempo de meia-rima!
-Mania desgraçada de mexer com palavra...
Ou será que Palavra mexe contigo?
(Rum, morre quem souber da resposta.)

Mas é justo essa gente
É essa gente que bate pé
No ritmo do pingo da chuva
E gente que toma banho
Na letra do Samba
Se atrepa em cima do muro
Pra ver o sol se por mais bonito
E fica abestalhado, com cara de Estátua de Mármore;
É justo essa gente quem pinta o crepúsculo da cidade.
Ou será que é crepúsculos pintam a gente?

Aula de Português.



Hoje aprendi um verbo novo:
-Vilipendiar-se.
Difícil e feio até no significado.

CONFISSÃO


(imagem meramente ilustrativa.)

Nunca lavei dinheiro na vida.
Nunca sequer usei paletó
E nem bigode - acho que não me cai bem.
Tampouco pintaram-me as poupanças de fúcsia!
-Contento-me em lavar a carteira
Suja de tanto trocado pouco e morto
Mas que, para seu Governo, é justo e limpo!
Grana preta eu nunca vi
De preto, só grude na carteira
Que lavo e limpo,
De alma livre e lavada.

Explicação Ortográfica



Há tanto porquê
Pra toda coisa no mundo
Que só um 'porque' não bastava;
Talvez por isso nos inventaram quatro.
-Mas por quê?
-Porque sim.